Estão presos os responsáveis pelo atentado à bomba pós-Parada

21/01/2010

Após seis meses de investigação, Decradi anuncia prisão de gangue neonazista

No dia 04 de dezembro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Delegacia de Crimes Raciais e Crimes de Intolerância (Decradi), anunciou a prisão dos responsáveis pelo atentado ocorrido após o término da 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 14 de junho de 2009. Ao todo, sete jovens (quatro homens e três mulheres) pertencentes à facção neonazista “Impacto Hooligan” foram presos, além de mais dois adolescentes que foram indiciados. Na ocasião, o grupo jogou uma bomba caseira contra diversas pessoas que se concentravam na Avenida Vieira de Carvalho, no Centro, por volta das 21h. Dezenas ficaram levemente feridas, mas apenas 12 vítimas registraram a ocorrência.

Segundo a confissão de um dos adolescentes integrante da gangue, o ataque foi premeditado uma semana antes da Parada, quando o grupo se reuniu em um bar na região da estação Santa Cruz do metrô.  No dia da Parada, todos se encontraram na estação do metrô Vergueiro, e às 16h partiram para a região da Avenida Paulista. Mais tarde, todos rumaram para a Avenida Vieira de Carvalho, onde Rodrigo de Alcântara Leonardo, de 23 anos, atirou a bomba para o alto.

Na semana que sucedeu a Parada, enquanto a APOGLBT organizava um protesto contra os atos de violência ocorridos, a diretoria da entidade recebeu diversas ameaças, entre elas, um e-mail com a imagem de dois rapazes apontando para um terceiro caído no chão, possivelmente vítima de agressão. O e-mail dizia que caso o protesto fosse realizado, o mesmo aconteceria com os organizadores. A imagem foi prontamente encaminhada pela diretoria da APOGLBT à Decradi, o que facilitou a localização dos agressores. “Identificamos os dois (agressores), quem tirou a foto e a vítima de agressão”, afirmou a delegada Margarete Barreto ao jornal Estado de S.Paulo. Por meio de uma dessas pessoas, surgiu a primeira informação de que os autores do atentado a bomba teriam sido integrantes do Impacto Hooligan.

Durante os quase seis meses de investigação, a APOGLBT acompanhou todo o andamento do trabalho desempenhado pela Decradi. “Sempre confiamos no trabalho da Dr.ª Margarete, que desde sempre mostrou-se engajada em atender necessidades da comunidade LGBT. Não esperávamos um resultado diferente”, disse o presidente da Associação, Alexandre Santos.

Toda a equipe e membros da APOGLBT parabenizam os investigadores e a Delegada Margarete Barreto pelo sucesso da ação, e orientam a todos os LGBT a procurar a Decradi em caso de qualquer tipo de violência sofrida ou para fazer denúncias de sobre crimes ou incentivo à intolerância.

Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância
Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar (próximo à estação Luz do metrô)
das 9h às 19h.
(11) 3311-3985
delitosintolerancia@ig.com.br | dhpp@policiacivil.sp.gov.br

ro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Delegacia de Crimes Raciais e Crimes de Intolerância (Decradi), anunciou a prisão dos responsáveis pelo atentado ocorrido após o término da 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 14 de junho de 2009. Ao todo, sete jovens (quatro homens e três mulheres) pertencentes à facção neonazista “Impacto Hooligan” foram presos, além de mais dois adolescentes que foram indiciados. Na ocasião, o grupo jogou uma bomba caseira contra diversas pessoas que se concentravam na Avenida Vieira de Carvalho, no Centro, por volta das 21h. Dezenas ficaram levemente feridas, mas apenas 12 vítimas registraram a ocorrência.

Segundo a confissão de um dos adolescentes integrante da gangue, o ataque foi premeditado uma semana antes da Parada, quando o grupo se reuniu em um bar na região da estação Santa Cruz do metrô.  No dia da Parada, todos se encontraram na estação do metrô Vergueiro, e às 16h partiram para a região da Avenida Paulista. Mais tarde, todos rumaram para a Avenida Vieira de Carvalho, onde Rodrigo de Alcântara Leonardo, de 23 anos, atirou a bomba para o alto.

Na semana que sucedeu a Parada, enquanto a APOGLBT organizava um protesto contra os atos de violência ocorridos, a diretoria da entidade recebeu diversas ameaças, entre elas, um e-mail com a imagem de dois rapazes apontando para um terceiro caído no chão, possivelmente vítima de agressão. O e-mail dizia que caso o protesto fosse realizado, o mesmo aconteceria com os organizadores. A imagem foi prontamente encaminhada pela diretoria da APOGLBT à Decradi, o que facilitou a localização dos agressores. “Identificamos os dois (agressores), quem tirou a foto e a vítima de agressão”, afirmou a delegada ao jornal Estado de S.Paulo. Por meio de uma dessas pessoas, surgiu a primeira informação de que os autores do atentado a bomba teriam sido integrantes do Impacto Hooligan.

Durante os quase seis meses de investigação, a APOGLBT acompanhou todo o andamento do trabalho desempenhado pela Decradi. “Sempre confiamos no trabalho da Dr.ª Margarete, que desde sempre mostrou-se engajada em atender necessidades da comunidade LGBT. Não esperávamos um resultado diferente”, disse o presidente da Associação, Alexandre Santos.

Toda a equipe e membros da APOGLBT parabenizam os investigadores e a Delegada Margarete Barreto pelo sucesso da ação, e orientam a todos os LGBT a procurar a Decradi em caso de qualquer tipo de violência sofrida ou para fazer denúncias de sobre crimes ou incentivo à intolerância.

Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância
Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar (próximo à estação Luz do metrô)
das 9h às 19h.
(11) 3311-3985
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