Nota da APOGLBT ao Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab

21/01/2010

A APOGLBT vem a público expressar sua satisfação com o atendimento pela Prefeitura de São Paulo de uma importante demanda do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Parabenizamos o prefeito Gilberto Kassab, e sua equipe, pelo Decreto 51.180 de 14 de janeiro 2010, que dispõe sobre a inclusão e uso do nome social de pessoas travestis e transexuais nos registros municipais relativos a serviços públicos prestados no âmbito da Administração Direta e Indireta.

Esta medida é oficializada em respeito à identidade de gênero, contribuindo para eliminar o constrangimento desnecessário nos serviços públicos, ao tratar travestis e transexuais pelo nome social e não pelo registro civil que, por questões burocráticas, nega a aparência física e a identidade dessas pessoas.

A cada gesto como esse, a administração de São Paulo se junta aos governos mais progressistas e respeitosos aos direitos humanos de LGBT, mostrando sua vocação de cidade da diversidade e da pluralidade, antenada com os principais avanços sociais. Com relação à medida específica de atendimento à demanda de travestis e transexuais, a administração paulistana demonstra ousadia ao se unir ao pioneirismo do governo do Pará e às recomendações do Governo Federal, abrindo caminho para que muitos outros governos repliquem práticas como essa.

Como revela a própria história da Parada LGBT, São Paulo tem vocação para espalhar práticas inovadoras pelo país, mostrando como se constrói o respeito e a dignidade de seus cidadãos. São Paulo demonstra, mais uma vez, estar em consonância com os princípios democráticos e constitucionais da igualdade e da não discriminação.

Como transexual, fico particularmente sensibilizado com os resultados práticos que essa medida terá para a autoestima de travestis e transexuais que servem à nossa cidade, fazendo-a funcionar como a máquina civilizatória que é. Também como transexual e ativista desta cidade, conheço exemplos de servidores transexuais que, a partir de agora, poderão ostentar o nome que realmente os representa no crachá da administração municipal, em vez de outro que os constrange cotidianamente em sua vida pessoal e profissional.

Queremos também enfatizar o contentamento da APOGLBT com o trabalho e empenho das equipes do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual, na pessoa de sua presidente Irina Bacchi, da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual, na pessoa do coordenador Franco Reinaudo e da Secretaria de Participação e Parceria, na pessoa do secretário municipal Ricardo Montoro. Esses órgãos honraram o compromisso com o movimento LGBT ao levar esta importante demanda ao Prefeito, mostrando a importância que tem a representatividade efetiva dessa população na administração pública.

São representantes dessa população, ainda que não o sejam propriamente LGBT, que mostraram que é possível empoderar populações discriminadas e propor políticas públicas específicas de enorme alcance social.

Alexandre dos Santos

Presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo

blico expressar sua satisfação com o atendimento pela Prefeitura de São Paulo de uma importante demanda do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Parabenizamos o prefeito Gilberto Kassab, e sua equipe, pelo Decreto 51.180 de 14 de janeiro 2010, que dispõe sobre a inclusão e uso do nome social de pessoas travestis e transexuais nos registros municipais relativos a serviços públicos prestados no âmbito da Administração Direta e Indireta.

Esta medida é oficializada em respeito à identidade de gênero, contribuindo para eliminar o constrangimento desnecessário nos serviços públicos, ao tratar travestis e transexuais pelo nome social e não pelo registro civil que, por questões burocráticas, nega a aparência física e a identidade dessas pessoas.

A cada gesto como esse, a administração de São Paulo se junta aos governos mais progressistas e respeitosos aos direitos humanos de LGBT, mostrando sua vocação de cidade da diversidade e da pluralidade, antenada com os principais avanços sociais. Com relação à medida específica de atendimento à demanda de travestis e transexuais, a administração paulistana demonstra ousadia ao se unir ao pioneirismo do governo do Pará e às recomendações do Governo Federal, abrindo caminho para que muitos outros governos repliquem práticas como essa.

Como revela a própria história da Parada LGBT, São Paulo tem vocação para espalhar práticas inovadoras pelo país, mostrando como se constrói o respeito e a dignidade de seus cidadãos. São Paulo demonstra, mais uma vez, estar em consonância com os princípios democráticos e constitucionais da igualdade e da não discriminação

Como transexual, fico particularmente sensibilizado com os resultados práticos que essa medida terá para a autoestima de travestis e transexuais que servem à nossa cidade, fazendo-a funcionar como a máquina civilizatória que é. Também como transexual e ativista desta cidade, conheço exemplos de servidores transexuais que, a partir de agora, poderão ostentar o nome que realmente os representa no crachá da administração municipal, em vez de outro que os constrange cotidianamente em sua vida pessoal e profissional.

Queremos também enfatizar o contentamento da APOGLBT com o trabalho e empenho das equipes do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual, na pessoa de sua presidente Irina Bacchi, da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual, na pessoa do coordenador Franco Reinaudo e da Secretaria de Participação e Parceria, na pessoa do secretário municipal Ricardo Montoro. Esses órgãos honraram o compromisso com o movimento LGBT ao levar esta importante demanda ao Prefeito, mostrando a importância que tem a representatividade efetiva dessa população na administração pública.

São representantes dessa população, ainda que não o sejam propriamente LGBT, que mostraram que é possível empoderar populações discriminadas e propor políticas públicas específicas de enorme alcance social.

Alexandre dos Santos

Presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT)

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Parada do Orgulho LGBT de São Paulo em feira de ONGs

21/01/2010

Por Clóvis Casemiro, para o Double C

Manoel Zanini, coordenador geral do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, e Clóvis Casemiro, embaixador da IGLTA, em stand da APOGLBT

Muitas ONGs brasileiras estiveram reunidas em torno de um congresso e uma feira para mostrar seus diversos trabalhos em áreas muito diferentes e para vários tipos de “necessidades”. O evento foi no Center Norte nos dias 03 a 05/12/09 e trouxe uma amostra da importância do terceiro setor no país. Era possível encontrar ONGs de apoio para pessoas ex-presidiárias, viciadas em drogas e bebidas, possuem algum problema físico ou mental, grupos que atendem mulheres, jovens e “seniors” que precisam de apoio em suas vidas pessoais e na grande maioria profissionais.

As comunidades LGBTs estavam representadas pela CADS (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual), da prefeitura de São Paulo, que trouxe o tema da Homofobia e a importância em encontrar os caminhos para extinguir os seus atos em nosso Estado. Ao lado da Corrdenadoria estava a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), conhecida como a maior do mundo e que trouxe para os visitantes da feira seu novo material de divulgação para a Parada 2010, que tem o tema da Homofobia em seus planos: “Vote contra a homofobia: defenda a cidadania!”.

O terceiro setor no Brasil já é com certeza uma forte onda para resolver problemas que os governos e políticos, e também as empresas privadas, não conseguem resolver de forma a atender determinadas populações carentes em vários aspectos. E isso demonstra a importância que muitas ONGs merecem e devem continuar seu trabalho por muitos anos.

Para ver fotos do evento, clique aqui.


Estão presos os responsáveis pelo atentado à bomba pós-Parada

21/01/2010

Após seis meses de investigação, Decradi anuncia prisão de gangue neonazista

No dia 04 de dezembro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Delegacia de Crimes Raciais e Crimes de Intolerância (Decradi), anunciou a prisão dos responsáveis pelo atentado ocorrido após o término da 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 14 de junho de 2009. Ao todo, sete jovens (quatro homens e três mulheres) pertencentes à facção neonazista “Impacto Hooligan” foram presos, além de mais dois adolescentes que foram indiciados. Na ocasião, o grupo jogou uma bomba caseira contra diversas pessoas que se concentravam na Avenida Vieira de Carvalho, no Centro, por volta das 21h. Dezenas ficaram levemente feridas, mas apenas 12 vítimas registraram a ocorrência.

Segundo a confissão de um dos adolescentes integrante da gangue, o ataque foi premeditado uma semana antes da Parada, quando o grupo se reuniu em um bar na região da estação Santa Cruz do metrô.  No dia da Parada, todos se encontraram na estação do metrô Vergueiro, e às 16h partiram para a região da Avenida Paulista. Mais tarde, todos rumaram para a Avenida Vieira de Carvalho, onde Rodrigo de Alcântara Leonardo, de 23 anos, atirou a bomba para o alto.

Na semana que sucedeu a Parada, enquanto a APOGLBT organizava um protesto contra os atos de violência ocorridos, a diretoria da entidade recebeu diversas ameaças, entre elas, um e-mail com a imagem de dois rapazes apontando para um terceiro caído no chão, possivelmente vítima de agressão. O e-mail dizia que caso o protesto fosse realizado, o mesmo aconteceria com os organizadores. A imagem foi prontamente encaminhada pela diretoria da APOGLBT à Decradi, o que facilitou a localização dos agressores. “Identificamos os dois (agressores), quem tirou a foto e a vítima de agressão”, afirmou a delegada Margarete Barreto ao jornal Estado de S.Paulo. Por meio de uma dessas pessoas, surgiu a primeira informação de que os autores do atentado a bomba teriam sido integrantes do Impacto Hooligan.

Durante os quase seis meses de investigação, a APOGLBT acompanhou todo o andamento do trabalho desempenhado pela Decradi. “Sempre confiamos no trabalho da Dr.ª Margarete, que desde sempre mostrou-se engajada em atender necessidades da comunidade LGBT. Não esperávamos um resultado diferente”, disse o presidente da Associação, Alexandre Santos.

Toda a equipe e membros da APOGLBT parabenizam os investigadores e a Delegada Margarete Barreto pelo sucesso da ação, e orientam a todos os LGBT a procurar a Decradi em caso de qualquer tipo de violência sofrida ou para fazer denúncias de sobre crimes ou incentivo à intolerância.

Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância
Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar (próximo à estação Luz do metrô)
das 9h às 19h.
(11) 3311-3985
delitosintolerancia@ig.com.br | dhpp@policiacivil.sp.gov.br

ro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Delegacia de Crimes Raciais e Crimes de Intolerância (Decradi), anunciou a prisão dos responsáveis pelo atentado ocorrido após o término da 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 14 de junho de 2009. Ao todo, sete jovens (quatro homens e três mulheres) pertencentes à facção neonazista “Impacto Hooligan” foram presos, além de mais dois adolescentes que foram indiciados. Na ocasião, o grupo jogou uma bomba caseira contra diversas pessoas que se concentravam na Avenida Vieira de Carvalho, no Centro, por volta das 21h. Dezenas ficaram levemente feridas, mas apenas 12 vítimas registraram a ocorrência.

Segundo a confissão de um dos adolescentes integrante da gangue, o ataque foi premeditado uma semana antes da Parada, quando o grupo se reuniu em um bar na região da estação Santa Cruz do metrô.  No dia da Parada, todos se encontraram na estação do metrô Vergueiro, e às 16h partiram para a região da Avenida Paulista. Mais tarde, todos rumaram para a Avenida Vieira de Carvalho, onde Rodrigo de Alcântara Leonardo, de 23 anos, atirou a bomba para o alto.

Na semana que sucedeu a Parada, enquanto a APOGLBT organizava um protesto contra os atos de violência ocorridos, a diretoria da entidade recebeu diversas ameaças, entre elas, um e-mail com a imagem de dois rapazes apontando para um terceiro caído no chão, possivelmente vítima de agressão. O e-mail dizia que caso o protesto fosse realizado, o mesmo aconteceria com os organizadores. A imagem foi prontamente encaminhada pela diretoria da APOGLBT à Decradi, o que facilitou a localização dos agressores. “Identificamos os dois (agressores), quem tirou a foto e a vítima de agressão”, afirmou a delegada ao jornal Estado de S.Paulo. Por meio de uma dessas pessoas, surgiu a primeira informação de que os autores do atentado a bomba teriam sido integrantes do Impacto Hooligan.

Durante os quase seis meses de investigação, a APOGLBT acompanhou todo o andamento do trabalho desempenhado pela Decradi. “Sempre confiamos no trabalho da Dr.ª Margarete, que desde sempre mostrou-se engajada em atender necessidades da comunidade LGBT. Não esperávamos um resultado diferente”, disse o presidente da Associação, Alexandre Santos.

Toda a equipe e membros da APOGLBT parabenizam os investigadores e a Delegada Margarete Barreto pelo sucesso da ação, e orientam a todos os LGBT a procurar a Decradi em caso de qualquer tipo de violência sofrida ou para fazer denúncias de sobre crimes ou incentivo à intolerância.

Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância
Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar (próximo à estação Luz do metrô)
das 9h às 19h.
(11) 3311-3985
delitosintolerancia@ig.com.br | dhpp@policiacivil.sp.gov.br


Confira as dicas da APOGLBT para o final de semana

05/12/2009

Tenha um final de semana diferente. A APOGLBT deixa as dicas para você preencher este sábado (05) e domingo (06) com informação, passeios e cultura:

Sábado, às 10h – Mães e Pais LGBT
A reunião quinzenal da Associação da Parada, que trata do cotidiano das famílias homoafetivas, aborda neste sábado o tema “Preconceito na escola”.
O público alvo do grupo são lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais mães e pais biológicos, adotivos ou que pretendem gerar ou adotar uma criança, porém, a reunião é aberta a todos os interessados.
O encontro ocorre na sede da APOGLBT (Praça da República, nº 386, cj. 22, Centro – próximo à estação República do Metrô) e a participação é gratuita.
Informações: (11) 3362-8266

Sábado, das 10 às 20h – Ong Brasil 2009
A primeira feira internacional de ONGs no Brasil reúne mais de 200 entidades do Terceiro Setor que, além de prestar informações sobre seus trabalhos, comercializam produtos. Ótima oportunidade para fazer comprar de Natal e ao mesmo tempo contribuir com alguma causa social.
O evento encerra hoje no Expo Center Norte (Av. Otto Baumgart, nº 1000 – próximo à estação Tietê do Metrô) com entrada gratuita.
Visite o estande da APOGLBT (nº 375).
Informações: (11) 2224-5959 | www.ongbrasil.com.br

Sábado, às 21h / Domingo, às 20h – Tanto
O espetáculo de João Fábio Cabral faz suas ultimas apresentações neste final de semana. Discussões sobre amor, saudade e amizade entre homens é o tema desta montagem que tem o próprio autor à frente da direção.
A peça está em cartaz no Teatro Centro da Terra (Rua Piracuama, nº 19, Vila Pompeia), com ingressos a R$40 no sábado e R$30 no domingo (aceita meia-entrada mediante idntificação).
Informações: (11) 3675-1595 | www.centrodaterra.com.br


APOGLBT participa nesta semana da 1ª feira de ONGs do país

03/12/2009

ONG Brasil 2009 reúne mais de 200 entidades do terceiro setor no Expo Center Norte.

4 mil pessoas devem visitar o evento, entre 03 e 05 de dezembro.

Entre os dias 03 e 05 de dezembro ocorre no Expo Center Norte o 1º ONG Brasil, evento composto por exposição e congresso internacionais, direcionados ao desenvolvimento e a capacitação das Organizações Não Governamentais brasileiras ou com atuação no país. Entre as mais de duzentas entidades que estarão representadas por estandes, a APOGLBT marca presença na iniciativa e presta informação sobre o seu trabalho.

Realizado pela United Business Media Limited, empresa líder global em mídia de negócios, com o apoio da Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria de Participação e Parceira, a feira pretende reunir cerca de 4 mil visitantes entre gestores do Terceiro Setor, representantes das áreas de responsabilidade social de organizações do Primeiro e Segundo Setores (governo e empresas), empresários interessados em definir um foco  de responsabilidade social a ser adotado e cidadãos que buscam uma causa para começarem ou contribuírem com uma ação social.

Nos dias 03 e 04 (quinta e sexta-feira) o acesso ao evento é restrito a profissionais ligados ao Terceiro Setor, que devem se credenciar no local, junto à entrada do centro de convenções. No dia 05 (sábado) o acesso é aberto ao público e não será necessário o credenciamento.

O ONG Brasil 2009 acontece no Pavilhão Azul do Centro de Convenções Expo Center Norte (Av. Otto Baumgart, nº 1000 – próximo à estação Tietê do Metrô), nos dias 03 e 04 de dezembro, das 09h às 19h, e no dia 05, das 10h às 20h, com entrada gratuita. O estande da APOGLBT será o de número 375.

Para mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 2224-5959. Confira a programação completa no site oficial do evento.


Relacionamento aberto é o tema do “Entre Homens” desta quinta

26/11/2009

Hoje (26) é dia de Entre Homens, grupo de discussão que visa a refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino. Para esta noite, o tema do papo é “Relacionamentos abertos”: como convivem os casais que fogem do modelo monogâmico. O encontro inicia às 19h, na sede da APOGLBT, e a participação é gratuita.

São muitas as variações possíveis de relacionamento aberto. Há casais que mantêm relações sexuais a três, que permitem que o parceiro saia com terceiros, que praticam swing, e namoros ou casamentos entre três ou mais pessoas. E com tudo isso, como fica o ciúme? O sexo melhora ou piora? O relacionamento fica mais fácil ou mais difícil? O namoro tende a acabar mais cedo? Como o casal se previne contra DSTs? O que eles consideram traição?

Venha discutir e tirar as suas dúvidas sobre assunto. A reunião é aberta a todos os interessados, independentemente do sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou idade. A sede da APOGLBT fica na Praça da República, nº 386, cj. 22, Centro (próximo à estação república do Metrô). Para mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3362-8266.


Últimos dias para votar SIM à criminalização da homofobia em enquete do Senado

25/11/2009

Mesmo com ataque de hackers e campanha de grupos conservadores, resultado segue equilibrado.

Senado quer saber se internauta aprova a criminalização da homofobia.

Chega à reta final a enquete realizada pelo portal de notícias do Senado Federal, para saber a opinião do internauta sobre a aprovação do PLC (Projeto de Lei da Câmara) 122/06, que visa criminalizar a homofobia em âmbito nacional. Após enfrentar ataque de hackers e uma campanha maciça de diversos grupos de cristãos conservadores para que o resultado seja negativo, a diferença segue cada vez mais acirrada.  A votação vai até a próxima segunda-feira (30), e no momento registra 0,3% de vantagem para os que são a favor do PLC.

“Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?”, é a pergunta que a Agência Senado faz desde o início de novembro, quando o PLC foi aprovado em uma comissão. A proposta inclui na já existente lei que pune a discriminação por racismo, religião ou local de nascença, a punição de atos discriminatórios por sexo, gênero ou orientação sexual.

Segundo informou a diretora do SEPOP (Secretaria de Pesquisas e Opinião Pública do Senado), Ana Lúcia Novelli, logo nas primeiras horas da enquete, um hacker invadiu os servidores do Senado e programou um robô para votar contra a aprovação do PLC. “A gente percebeu que a chave de segurança estava sendo burlada, então resolvemos refazê-la”, explicou Novelli, ao Portal Imprensa. Devido à fraude, a enquete foi reiniciada em 09 de novembro.

Recentemente, o site MixBrasil noticiou que um grupo intitulado “Internautas Cristãos” disparou spams com orientação aos fiéis para que novamente enganassem o sistema de autenticação da pesquisa: “CONTINUA SENDO POSSÍVEL VOTAR VÁRIAS VEZES, bastando para isso deletar os cookies do navegador […] vamos CONTINUAR dizendo NÃO a esta aberração!”, dizia o e-mail.

Mesmo diante de tantas barreiras, a adesão ao PLC 122/06 reagiu positivamente, equilibrando o resultado da enquete. No momento em que este texto foi redigido, 264.866 pessoas haviam votado, sendo 50,15% a favor e 49,85% contra o projeto.

Para votar “sim” ao PLC, basta acessar o portal da Agência Senado (clique aqui). Desça com a barra de rolagem até o item “Enquete”, localizado do lado direito, abaixo do link “Agência Multimídia”. Os votos serão computados até o dia 30 de novembro.