ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no Brasil


Igualdade de direitos e um alerta à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil. Esses são os objetivos da campanha “Igual a Você”, lançada pelas Nações Unidas e sociedade civil. A iniciativa dá voz e notoriedade aos direitos humanos de estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas. A veiculação iniciará em emissoras de televisão de todo o país.

A campanha surge como uma iniciativa contra as violações de direitos humanos e desigualdades, especialmente nas áreas da saúde, educação, emprego, segurança e convivência. Trata-se de uma oportunidade de sensibilização da sociedade brasileira para o respeito às diferenças, que caracterizam cada um dos grupos sociais inseridos na campanha, reafirmando a igualdade de direitos.

Produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, dez filmes de 30 segundos apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia.

Estigmas e preconceitos cotidianos

O preconceito se manifesta por meio de atitudes e práticas discriminatórias, tais como humilhações, agressões e acusações injustas pelo simples fato de as pessoas fazerem parte de um grupo social específico.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma das facetas do racismo se revela na remuneração média da população brasileira: homens brancos (R$ 1.200), mulheres brancas (R$ 700), homens negros (R$ 600) e mulheres negras (R$ 400).

O ambiente escolar também é outro local de resistência à diversidade. Segundo pesquisa de maio de 2009 realizada em 500 escolas públicas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE, 55% a 72% dos estudantes, professores, diretores e profissionais de educação demonstram resistência à diversidade por meio do indicador “distância social”. O maior distanciamento é verificado com relação aos homossexuais (72%).

A campanha é assinada pelas agências UNAIDS, ACNUR, UNIFEM Brasil e Cone Sul, UNESCO no Brasil e UNODC, com apoio do UNIC Rio. Somam-se, mais uma vez, ao esforço da sociedade civil pela igualdade de direitos: ABGLT, AMNB, ANTRA, Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.

Abaixo, assista três filmes da campanha “Igual a Você” com as temáticas Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais. Para o conteúdo integral, visite o site da ONU Brasil.

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5 Responses to ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no Brasil

  1. Praticamente nasci numa igreja evangélica e como tal fui criada. Depois de muitos anos sendo instruida dentro da doutrina, abri meus olhos e pude perceber o quanto os chamados cristãos usam a Bíblia para condenar os homossexuais ao inferno. Sendo assim, deixei a igreja e minha religiosidade para trás e agora luto a favor dessa classe excluída – os homossexuais. Não conheço a Bíblia como deveria, mas sei o suficiente para combater de igual pra igual, com os chamados evangélicos. Pude ver na tv campanhas, debates e comentários depreciativos à homossexualidade, pelo um pastor que é muito famoso da tv no meio evangélico. Sendo assim, escrevi um artigo especialmente combatendo seus argumentos contra a homossexualidade. Eis aqui a minha contribuição para a Associação GLBT: clique no link abaixo ou copie e cole na barra de endereços:
    http://andreafreitas.wordpress.com/category/capitulo-xvi/
    e também:
    http://andreafreitas.wordpress.com/
    Todo o meu carinho a comunidade GLBT.
    Andrea Freitas Foltz.

  2. Daniela F. disse:

    gostaria de saber porque não tem bissexuais nos vídeos.

  3. Morgana disse:

    Amei os comerciais, maravilhosos, principalmente, o dedicado às lésbicas… lamentávelmente ainda somos vistas com nojo. As coisas já foram piores, bem sei, agora há pouco no BBB10 tinha até uma participante lésbica, bonita, inteligente… o que incomodou muuuita gente.
    Eu não acho muito que vocês percam seu tempo assistindo ao BBB, mas o que li dos dois comentários antes de mim, as moças estão certas. Porque o brasileiro se deixa levar pelo mau caratismo declarado de um homem que exala truculência e homofobia. É preocupante, pois esse tipo de coisa repercurte Brasil afora e o povo parece aplaudir. Mesmo, muitos gays e lésbicas votaram para a Angélica sair, porque o “justo” e “pacificador” Dourado é considerado (tenho lido isso há dias) pessoa “transparente” (??!!)e honesta…
    Essa campanha chega em boa hora, mas afinal, quando vai passar? Estou louca para vê-las na mídia.
    Novamente, abraço à todos.

  4. Glaura disse:

    Caros,

    Escrevo a quem puder ler.

    Homofobia, machismo e racismo vencem no bbb10 a cada semana. Rede Globo se isenta alegando que o que é dito é de responsabilidade dos participantes, porém a edição reforça discursos tendenciosos e não revela integralmente as atrocidades que são ditas. Está se configurando uma rede de preconceitos na Internet baseada em análises equivocadas e julgamentos de alguns dos participantes em relação aos outros. Temo pela edição do programa que minimiza a homofobia. A Rede Globo parece tendenciar para a permanência de Dourado por seu apelo popular e manutenção da audiência. A desculpa sempre (seja dos participantes, público e direção do programa) é a de que se trata de um jogo, mas está em jogo também a força dos movimentos. O programa, que condena agressões físicas, permite a violência verbal, como se a palavra ou gestos não fossem também agressões. A cada edição vão vencendo esses discursos. Qualquer um que resolve peitar Marcelo Dourado é detratado por ele e sua fala se torna uma verdade. Por medo da popularidade de Dourado alguns se unem a ele. O único homossexual assumido aceito pelo grupo de Dourado agora está sendo transformado (ou se deixando transformar) em caricatura. Os movimentos sérios e preocupados com o destino de suas causas precisam se dar conta disso e não deixar a Angélica ou Dicesar saírem desta vez. Talvez trazer à tona novamente o movimento que deu força ao Jean. Isso significa combater no voto a rede homofóbica que está legitimando a fala e comportamento de Marcelo Dourado. Como reverter este quadro? Votando.

    Muito obrigada,

    Glaura.

  5. necy disse:

    Voces deveriam ficar mais atento,pois em um determinado programa de tv (bbb10),exite um cara totalmente homofóbico, truculento e grosso.Que está com pleno favoritismo pra ganhar 1,5 milhões.finge que aceita os tres gays que esta no programa e na verdade acaba furtando desculpas para poder se livrar deles.É uma pena vcs não se unirem pra dar uma resposta a esse cretino e aos seguidores que estão aprovando e automaticamente a sociedade como um todo,pois o que precisamos é de respeito e paz.

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